A Biblioteca do Museu Imperial abriga um complexo de bibliotecas e coleções. Aos fundos do parque do complexo Museu Imperial, localizado a rua da Imperatriz, 220, Centro de Petrópolis – RJ, fica sua unidade central especializada em história do Brasil, em especial a do período imperial, mas também na história da cidade de Petrópolis e do estado do Rio de Janeiro. Contempla também artes, ciências sociais e áreas afins, como museologia, arquivologia, biblioteconomia, patrimônio cultural, educação, etc. Seu acervo é constituído, desde a criação do museu, por meio de permutas, compras, e, principalmente, doações. Hoje, conta com, aproximadamente, 70 mil títulos entre livros, revistas, jornais, partituras, catálogos, organizados em diferentes coleções: Acervo Geral/Corrente, Referência, Obras Raras, Revistas, Jornais, Recortes de Jornal, Acessível (braille/audiolivros), Ex-Líbris e Mídias Digitais. Além de coleções particulares, como as de Lourenço Luiz Lacombe, Alcindo Sodré, ex-diretores da unidade museológica, e do pesquisador Pedro Karp Vasquez, doadas à instituição.
Seu público é especializado na pesquisa dos eixos temáticos abordados. O atendimento é personalizado, podendo ser presencial ou remoto, porém a consulta é somente local. Os contatos/atendimentos se dão através do e-mail mimp.biblioteca@museus.gov.br. Para dúvidas e encaminhamentos, recebemos também ligações no telefone (61) 3521-4455 e mensagens, via WhatsApp, no (24) 98176-0055. O sistema de classificação da biblioteca é o Decimal de Dewey. Funciona de segunda a sexta, exceto feriados, de 13h30 às 17h30. Bibliotecário responsável: Marcio Miquelino.
Para além da pesquisa, o espaço é aberto ao público para realização de leituras e/ou trabalhos pessoais. Conta também com exposições temporárias e uma Feira de Troca de Livros de caráter permanente. Visitas técnicas são realizadas com prévio agendamento para grupos escolares ou universitários. E, mensalmente, de março a novembro, desde 2016, recebe o “Fale-me de Petrópolis”, projeto que procura debater temas relacionados à memória da cidade, promovendo o diálogo entre o público e convidados de diferentes áreas do conhecimento. A iniciativa tem contribuído para a divulgação do acervo do museu e para a democratização do conhecimento histórico-cultural.
Em outro prédio do complexo Museu Imperial, temos a Biblioteca Rocambole, dedicada ao público infantojuvenil. É classificada por faixa etária em cores e funciona também com prévio agendamento, abrigando atividades educativas promovidas pela Área de Educação.
Fora da área do museu, mas ainda no Centro de Petrópolis, a Casa de Cláudio de Souza, conta com uma biblioteca composta pela coleção original da casa — A biblioteca particular de Cláudio de Souza, intelectual que presidiu a Academia Brasileira de Letras por duas vezes — e uma coleção corrente, ambas dedicadas ao teatro, literatura e música, com livros de autoria do escritor e teatrólogo, e de outros autores consagrados. A maioria é constituída por peças de teatro brasileiro com dedicatória dos autores. As consultas ocorrem com agendamento prévio.
Na cidade do Rio de Janeiro, no bairro do Cosme Velho, a edificação doada ao Museu Imperial por Paulo e Cecília Geyer reúne um acervo bibliográfico com mais de 2.500 itens, com ênfase nos registros dos viajantes que aportaram em terras brasileiras. Constitui uma biblioteca singular e rara com inúmeras traduções das várias edições princeps, igualmente presentes no catálogo geral. O caráter de abrangência do gênero literatura de viagem, com a ocorrência de praticamente todos os autores consagrados pela historiografia. No momento, a edificação passa por obras que visam oferecer ao equipamento a estrutura necessária para o funcionamento de um novo museu: a Casa Geyer.
Coleção de partituras
De grande raridade são as partituras que compõem a coleção, como as de Marcos Portugal, um álbum com autógrafos musicais dedicados a dom Pedro I e à princesa Isabel, isso para citar apenas uma.
Coleção de ex-libris
Os ex-libris também enriquecem o nosso acervo, como o da coleção d. Thereza Christina Maria e dos colecionadores Frei Pedro Sinzig, Clado Ribeiro Lessa, Paulo José Pires Brandão, Paulo Geyer, Félix Pacheco, Davi Carneiro, Adolfo Morales de los Rios Filho, Alceu de Campos Pupo, Alcindo de Azevedo Sodré, Francisco Marques dos Santos, Américo Jacobina Lacombe, Ângelo Tomaz do Amaral, Apolônia Pinto, Ascanio Mesquita Pimentel, Gustavo Barroso, Heitor Lyra, José Wasth Rodrigues, Jeny Dreyfus, José Heitgen, José Pires dos Santos, Mário de Andrade, Salvador Moya e Vasco Smith Vasconcelos.
Coleção de Periódicos
Na Coleção de Periódicos, podemos encontrar uma grande variedade de títulos de revistas e jornais dos diversos institutos históricos, museus, universidades, bibliotecas, academias, arquivos históricos etc. Merecem destaque as coleções do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), da Biblioteca Nacional, do Arquivo Nacional, da Universidade de Campinas (UNICAMP) e da Universidade de São Paulo (USP). E com relação aos periódicos editados em Petrópolis, citamos a coleção da Revista de Cultura Vozes e o Anuário do Museu Imperial, perfazendo um total de 6 mil volumes.
Coleção de Obras Raras
Como o próprio nome indica, está constituída, na maioria, por obras publicadas no século XIX, muitos exemplares dos séculos XVII e XVIII e até mesmo um livro publicado em 1567. Além de livros, também fazem parte da coleção jornais, revistas, almanaques, partituras, ex-libris, relatórios das províncias e dos ministérios, coleção de Leis do Império etc., num total de, aproximadamente, 8 mil volumes.
Entre eles, merecem destaque obras que pertenceram à família imperial, com encadernações de luxo, belíssimas iluminuras, diversas obras dedicadas a d. Pedro I e d. Pedro II e outras ainda anotadas, ilustradas com o brasão de armas da família imperial.
Compõem também a coleção outros livros que fizeram parte da biblioteca de diversos titulares do Império, como podemos constatar através das dedicatórias, dos autógrafos e até mesmo pelas encadernações com monogramas.
Enriquecem sobremaneira esta coleção os livros dos viajantes estrangeiros, que no Brasil estiveram, durante os séculos XVIII e XIX, retratando o país. Entre eles, podemos citar J. B. Debret, J. M. Rugendas, Sisson, Saint-Hilaire, John Mawe, Victor Frond, Ferdinand Denis, Maria Grahm, Henry Koster, Robert Ave-Lalemant, Louis Agassiz, Charles Darwin, príncipe Neuwied, Spix e Martius.
De tal grandeza também são os inúmeros periódicos e almanaques que muito ilustram o século XIX. Entre os mais expressivos estão: O Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial Laemmert, cobrindo praticamente todo o segundo reinado e início da república; o Almanach de GOTHA e a coleção da Revista Ilustrada, editada pelo cartunista Ângelo Agostini.